Zé era um cara simples. O único problema é que ele era certinho demais. Até o dia em que ele conhece João.
- Ah, cara, vai me dizer que você nunca fez algo errado? Fez ou não fez?
- Erm… é… fiz…
- Exemplo… ?
- Ah, foram tantas as coisas que eu nem me lembro, hehehe…
- Ah eh? Sei… Então tá, eu duvido você ir naquele mercadinho ali e roubar algo.
- Aquele mercadinho?
- É, aquele mercadinho.
- Que tal a gente deixar isso pra outro dia… é que meu pai conhece o dono de lá, sabe, pega mal…
- Ah, deixa de ser medroso, vai lá, cara.
Depois de muito papo, Zé vai lá.
* SALA DE CONTROLE DE CÂMERAS DO MERCADO *
- Aê Marcão…
- Quê…
- Vem dar uma olhada nisso…
Os dois vêem um garoto franzino entrar no mercadinho, pernas tremendo de medo, ele olha para todas as câmeras e permanece imóvel durante 2 minutos. Os monitores olham um para o outro, sem saber o que o menino vai fazer.
Zé olha para o caixa. Vai em direção ao caixa. Estende a mão e pega. Pega. Pega um saco plástico e corre. Quando atravessa a porta, diminui o passo, vê João sorrindo, e depois, sua face mudar de expressão. Ouve um grito de João:
- CORRE, ZÉ!!
Zé olha para trás – vê o gerente vindo em sua direção. Zé corre. Corre. Corre. Corre. Corre. Zé não vê a pedra que está 2 metros à sua frente. Zé tropeça. Zé se machuca todo. Mas que merda hein Zé.
Zé se levanta, vê que o gerente está quase o alcançando. Corre. Corre. Corre. Outra pedra. Zé tropeça e se machuca de novo. MAS QUE MERDA, ZÉ, SEU DERROTADO, SE MATA MEU.
FIM.
PS: Sem criatividade e com preguiça de fazer um final decente.