Quem foi Kim Philby

Harold Philby conhecido como Kim Philby, fica para a história como um dos maiores espiões de todos os tempos, e possivelmente o mais infame de todos os espiões ingleses. Filho de um proeminente diplomata britânico, nasceu a 1 de Janeiro de 1912, em Ambala, na Índia.
Muito jovem foi enviado pelo pai para Inglaterra onde estudou na Westminster School, e posteriormente na University of Cambridge onde cursou História e Economia. Foi em Cambridge que conheceu Guy Burgess, Donald Maclean e Anthony Blunt. Todos abraçaram a ideologia comunista, e foi ainda como estudantes, em Cambridge, que foram recrutados pelo KGB como espiões. Esta aliança entre os quatro britânicos viria a ficar conhecida como “The Cambridge Spies”.
Durante a Guerra Civil Espanhola (1936–1939) trabalhou “oficialmente” como jornalista, fazendo a cobertura do conflito, e escrevendo diversos textos de influência marxista para os jornais. Acabou por ser condecorado por Franco após ser o único sobrevivente de um carro de jornalistas apanhado no meio de um ataque.
Em 1940, com a ajuda de Burguess que lá trabalhava, entra para o “British Secret Intelligence Service” (vulgarmente conhecido como MI6). A sua ascensão dentro da organização é muito rápida. Em 1944, já dirigia o sector da MI6, anti-soviético, ao mesmo tempo que ia passando as informações britânicas para o Governo de Moscovo. Foi por esta altura que começou a trabalhar com Graham Greene, um dos maiores autores de livros de espionagem. Aliás, diz-se que a personagem principal do aclamado livro “O Terceiro Homem”, se baseia em Kim Philby. Duas anos mais tarde, os seus aparentemente fieis serviços valem-se a admissão na Ordem do Império Britânico.
Foi transferido para os Estados Unidos em 1949, onde passou a chefiar a delegação dos serviços secretos britânicos. O seu acesso à informação era agora muito maior, pois trabalhava directamente com o “Federal Bureau of Investigation” (FBI) e a recentemente criada “Central Intelligence Agency” (CIA).
Em 1951, chegou ao seu conhecimento que Burguess e Maclean estavam sob suspeita de espionagem dupla. Mas Philby conseguiu avisá-los a tempo, e os dois companheiros de Cambridge conseguiram exilarem na URSS. No entanto, a fuga dos dois espiões atraiu as atenções para Philby, que viu caírem sobre si as suspeitas de traição. Foi mandado regressar a Inglaterra onde foi submetido a duros interrogatórios, mas conseguiu resistir e nada acabou por ser provado contra si. No entanto, a agência não pretendia manter os seus serviços sob o signo da suspeita, e acabou por sair.
Mudou-se para Beirute, no Líbano, em 1956, onde começou a trabalhar com disfarce de jornalista, mantendo a sua ligação ao KGB. Seis anos depois, voltaria a ser interrogado após ser denunciado como agente duplo por um desertor dos Serviços Secretos Soviéticos. No entanto, nada acabou por ser provado contra si.
Em 1963, fugiu para a URSS. Passou tempos difíceis, pois por parte do KGB residia igualmente uma suspeita sobre a sua verdadeira fidelidade, se a russos, se a britânicos. No entanto, acabou por lhe ser concedido asilo político, e posteriormente a cidadania soviética. Afastado da vida activa dedicou-se a “My Silent War”, o livro onde contava a sua vivência como agente do KGB, que foi publicado em 1968, com prefácio de Graham Greene. Reabilitado pelo KGB no início da década de 80, tornou-se consultor da organização e discursou em inúmeras palestras, como exemplo para os mais jovens agentes. Recebeu diversas condecorações do regime soviético.
Em 1988, ano da sua morte, deu uma grande entrevista ao “Sunday Times”, a primeira a um jornal britânico, onde explicava as razões da sua traição e os seus serviços ao KGB. E onde mais uma vez, reiterou a sua crença de que as democracias europeias eram demasiado fracas e que só um regime como o soviético poderia impedir novamente a ascensão do fascismo.
Morreu nesse mesmo ano, em Moscovo, em felicidade e paz ao lado da russa Rufina Pukhova, sua quarta esposa, e antes do colapso do seu amado regime comunista.
(http://www.c7nema.net/site/html/modules.php?name=Sections&op=viewarticle&artid=384)
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Kim Philby foi considerado o espião do século, trabalhando durante 30 anos como espião duplo. Ao mesmo tempo que era oficial do serviço secreto inglês, passava informações para a União Soviética. Sua maior proeza foi nunca ser pego pelos serviços de contra-espionagem. Quando os americanos finalmente desconfiaram que havia alguma coisa errada, Philby desapareceu do mapa misteriosamente. Reapareceu, meses depois, em Moscou, onde foi nomeado coronel da KGB.

Daria um ótimo filme, não acham? 😀

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2 Respostas to “Quem foi Kim Philby”

  1. Guilherme paz Says:

    Detalhe…el não pode ser o melhor espião…o melhor, melhor mesmo, é aquele que nunca vamos descobrir!! hehehe

  2. Eduardo Says:

    iaehae =p
    Mas que daria um bom filme daria

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